quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

I MOSTRA DE INICIAÇÃO A PESQUISA DO IFAP - LARANJAL DO JARI SUPERA AS EXPECTATIVAS

No dia 10 de dezembro de 2011 realizou-se a I Mostra de Iniciação a pesquisa do IFAP – Laranjal do Jari. Os alunos dos cursos técnicos em informática, meio ambiente e secretariado dos turnos matutino e vespertino apresentaram trabalhos elaborados na disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica.
Durante a apresentação, os trabalhos foram divididos por áreas temáticas com o intuito de visualização e debates dentro de uma mesma área de conhecimento. Cada curso teve 1 hora para expor os trabalhos desenvolvidos durante o quarto bimestre.
O próximo passo, após o evento, é melhorar os trabalhos para, ainda esse ano, criar uma publicação com ISBN com tema: I MOSTRA DE INICIAÇÃO A PESQUISA DO IFAP – LARANJAL DO JARI: EXPERIÊNCIAS DO VALE DO JARI. Essa proposta do Prof. Vinícius Campos tem como objetivo principal suprir a necessidade de informações científicas em distintas áreas na área de estudo acima citada. Aguarde…
Gostaria de agradecer a parceria da FUNDAÇÃO ORSA na liberação do espaço para realização do evento, Prof. Enildo e os alunos do teatro do IFAP (pelo brilhante e extrovertido encerramento) e a presença da Diretora de Ensino Mariana Nunes, os Profs. Karoline Siqueira, Raimundo Neto, Paulo Sá e Themístocles Raphael, além da participação do Contador do IFAP Marcelo Padilha e o assistente de alunos Antônio.
A seguir, algumas fotos do evento.

 





























NOME DO IFAP - LARANJAL DO JARI É DIVULGADO EM REVISTA CIENTÍFICA INTERNACIONAL



O professor do GEPA/IFAP Vinícius Batista Campos, teve artigo publicado na REVISTA IDESIA, com sede em Arica - CHILE, intitulado: Esterco bovino líquido em luvissolo sódico: I. Resposta biométrica e produtiva do maracujazeiro amarelo.


O trabalho foi extraído da dissertação do referido professor, tendo como finalidade avaliar o uso de biofertilizante bovino líquido sob fermentação anaeróbica aplicado em solo com problemas de sódio trocável.


Maiores informações acessem:http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0718-342920110002&lng=es&nrm=iso

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) promove cursos de curta duração a distância

 
EAD SENAR é uma modalidade de ensino-aprendizagem, em que o participante e o tutor estão separados espacial e temporalmente. Nela, o participante determina seu próprio local e tempo de dedicação ao estudo, que não precisa ser necessariamente, o mesmo do tutor, permitindo-se uma independência e autonomia maior do que ocorre na modalidade de Educação Presencial.
Encontram-se abertas as inscrições para os cursos de curta duração: 
I) Empreendedorismo e Gestão de Negócios;
II) Inclusão Digital;
III) Qualidade de Vida; e 
IV) Escola do Pensamento Agropecuário.
Os cursos são realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR. Esses têm uma vertente agrícola, entretanto, a interdisciplinaridade nos dias atuais é essencial.
Inicialmente acesse o link abaixo e faça o cadastro. Em seguida, realize a matrícula no curso desejado e boa sorte.

Forma de pagamento: GRATUITO 

Carga horária: 40 h, 80 h, 30 h e 40 h, respectivamente

Modalidade: Totalmente à distância


MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE:
http://eadsenar.canaldoprodutor.com.br/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

IFAP LARANJAL DO JARI PROMOVE A I SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA



    Com a temática "MUDANÇAS CLIMÁTICAS, DESASTRES NATURAIS E PREVENÇÕES DE RISCOS", o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação lança a VI edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. No IFAP Campus Laranjal do Jari, o evento será realizado neste sábado (22/10) sob a Coordenação dos Profs. do GEPA Vinícius Campos e Willians Almeida. É importante ressaltar que o evento do IFAP Laranjal do Jari está cadastrado no site do Ministério de Ciência e Tecnologia no link (www.http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/4552.html).
     Gostaria de agradecer o empenho do pedagogo do IFAP José Luiz  para a conclusão do projeto, além do Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação do IFAP Klessis Dias, pela contribuição na aquisição de material para experimentos de qualidade de água.

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ (8:00h às 11:00h)

SALA 1 (Exposição de Trabalhos Científicos)

Nesta sala serão expostos trabalhos em andamento ou concluídos que foram submetidos a algum evento, a exemplo do CONNEPI 2011.

ABORDAGENS SOBRE O LIXO EM ABRIGO PROVISÓRIO DE LARANJAL DO JARI, AP: APLICAÇÃO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Thiago José Carvalho Moreira; Samuel da Silva Neves; Anderlucio Nascimento Reis; Yara Pinheiro Sabóia; Vinícius Batista Campos

A DIVULGAÇÃO DE BIBLIOTECAS DIGITAIS NA ESCOLA: ESTUDO DE CASO
Patrícia Santana de Argôlo Pitanga; Karoline Fernandes Siqueira; Vinícius Batista Campos

AVALIAÇÃO DO SISTEMA E DA QUALIDADE DAS ÁGUAS PARA ABASTECIMENTO PÚBLICO DE LARANJAL DO JARI, AMAPÁ
Raimundo de Moura Rolim Neto; Hanna Patrícia da Silva Bezerra; Vinícius Batista Campos; Rafael Pinto da Silva; Elaine da Silva Fonseca

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE FRUTOS DE MARACUJÁ-AMARELO COMERCIALIZADOS EM MACAPÁ, AMAPÁ
Tainá da Silva Fogaça; Vinícius Batista Campos; Paulo Roberto Da Costa Sá; Willians Lopes de Almeida; Selma Castro de Oliveira

PRODUÇÃO DE SABÃO ECOLÓGICO NO MUNICÍPIO DE LARANJAL DO JARI
Rafael Pinto da Silva, Jefferson Willian Ferreira Vieira, Tainá da Silva Fogaça, Mikelli Rocha de Lima, Jefferson Almeida de Brito

DIAGNÓSTICO DAS CONDIÇÕES DOS ABRIGOS UTILIZADOS NA ENCHENTE DE LARANJAL DO JARI-AP: ESTUDO DE CASO
Karoline Fernandes Siqueira; Vinícius Batista Campos; Patrícia Santana de Argôlo Pitanga; Willians Lopes de Almeida; Raimundo de Moura Rolim Neto

CADERNOS DA EJA: ANÁLISE DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
José Enildo Elias Bezerra

DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO E AMBIENTAL DOS HORTICULTORES FAMILIARES DE MACAPÁ, AMAPÁ
Jarleson dos Santos Lima; Vinícius Batista Campos; Hayat Guimarães Freire Zouein; Raimundo de Moura Rolim Neto; Airton Ferreira Gonçalves Neto

QUALIDADE DA ÁGUA UTILIZADA EM Saccharum officinarum NO SERTÃO PARAIBANO: RISCOS AO SISTEMA DE IRRIGAÇÃO E AO SOLO
José de Sousa Ramalho Neto; Vinícius Batista Campos; José Adeilson Medeiros Do Nascimento; Lourival Ferreira Cavalcante

TECNOLOGIA DOS DIODOS ORGÂNICOS EMISSORES DE LUZ: UMA VISÃO FÍSICO-AMBIENTAL
Willians Lopes de Almeida; Raimundo de Moura Rolim Neto; Vinícius Batista Campos; Paulo Roberto da Costa Sá; Edivan Damacena Ribeiro

PERFIL DOS ALUNOS DOS CURSOS TÉCNICOS INTEGRADOS DO IFAP: UMA VISÃO DA METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA
Érica Lueza Gomes Dos Santos; Érica Rafaela Bata Santos; Matheus Saraiva Rodrigues; Vinícius Batista Campos; Karoline Fernandes Siqueira

CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA DO LARANJAL DO JARI, CONFORME METODOLOGIA DE THORNTHWAITE
Lindsay Lopes Lima; Themístocles Raphael Gomes Sobrinho

SALA 2 (Experimentos)

Neste ambiente estarão disponíveis experiências. O Gerador Eletrostático de Van de Graaf (Prof. Willians); Determinação do pH de águas (Prof. Raimundo Neto) e plantão de dúvidas de manutenção de computadores (Coordenador de TI Júnior Gomes e alunos de informática integrado).

SALA 3 (Sala dos cursos)

Serão abordados, nesse ambiente, projetos desenvolvidos por alunos e docentes dos cursos de Informática, Meio Ambiente e Secretariado, sobre eventos relacionados com ciência e tecnologia, a exemplo de:
Informática: Rede local corporativa (Prof. Rômulo Thiago e alunos de informática do Subseqüente)
Meio Ambiente: Materiais reciclados de garrafa PET e simulador de erosão (Prof. Vinícius Campos e alunos de meio ambiente).
Secretariado: Enchente em Laranjal do Jari 2011 (Profa. Karoline Siqueira e alunas de secretariado e informática).


TARDE (14:00h às 17:00h)

Neste período a programação será voltada para exibição de filmes que tratam de temas vinculados a temática de cada curso: Informática, Meio Ambiente e Secretariado. Ao final de cada sessão um mediador abrirá os momentos de debates a cerca dos filmes.

SALA 1: Filme: “2012”. Mediadores: Willians Almeida, Vinícius Campos, Raimundo Neto

SALA 2: Filme: “Piratas do Vale do Silício”. Mediadores: Allan Meira, Rômulo Tiago, André Miranda, Luis Alberto

SALA 3: Filme: “O diabo Veste Prada”. Mediadores: Karoline Siqueira, Érica Viviane, José Enildo


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

IMAGENS DA SEMANA

ANIMAIS ESTRANHOS

PEIXE BOLHA - Existência nos mares da Austrália e Tasmânia.

POLVO DUMBO - Esse animal aquático vive em profundidades de até sete mil metros

TARSIER - Esse primata tem hábitos noturnos e sua dieta consiste de cobras e insetos. Quando estão muito estressados, podem até provocar a própria morte.

 AYE AYE - É uma espécie de lêmure originário de Madagascar. De hábitos noturnos, o animal se alimenta principalmente de pequenos insetos, oleaginosas e frutas.

 SALAMANDRA MOLE MEXICANA - Esse anfíbio é originário da América do Norte e possui a incomum capacidade de regenerar partes do corpo.

 MACACO NARIGUDO - Esse primata chama a atenção por ter um nariz longo e flexível. Os machos usam o nariz para emitir sons quando estão em época de acasalamento.

GARÇA BICO DE SAPATO - Essa ave tem um bico grosso, grande, largo e comprido. Ela vive em regiões pantanosas do continente africano e se alimenta de peixes e rãs.

TOPEIRA NARIZ DE ESTRELA - Esse pequeno mamífero tem origens na América do Norte. Seu nariz é formado por pequenos tentáculos que funcionam como órgãos sensoriais, ajudando o animal a se movimentar pelos túneis subterrâneos

PEIXE BRUXA - O peixe bruxa, semelhante a uma enguia, não tem esqueleto interno. Seu corpo é sustentado apenas por uma corda dorsal.


DRAGÃO MARINHO ARBUSTO - É um peixe semelhante a um cavalo-marinho e é originário da Austrália.


FONTE: AP IMANGES

Certificação ambiental pode ser exigida de agricultores

Determinação de índices de qualidade do solo poderia facilitar a obtenção de ecocertificações no futuro


A qualidade do solo é essencial para a produção sustentável de alimentos e para o equilíbrio do ecossistema. Por isso, pesquisadores da área especulam que, em um futuro próximo, a certificação ambiental será exigida também dos agricultores. Para estar à frente nessa previsão, a Embrapa Cerrados tem trabalhado em uma pesquisa que busca definir índices de qualidade do solo. Para o agricultor, o benefício seria conseguir provar que realiza um manejo de qualidade do solo, obtendo assim uma ecocertificação e, quem sabe, ser pago pelos serviços ambientais prestados.
Segundo Ieda Mendes, pesquisadora da Embrapa Cerrados, um solo de boa qualidade é aquele não só capaz de promover a produtividade biológica, mas também capaz de prestar importantes serviços ambientais, tais como a ciclagem de nutrientes, a promoção da saúde das plantas e dos animais e toda a parte de serviço ambiental relacionado à qualidade da água.
— A qualidade do solo, em si, é um conceito muito subjetivo. Então, quantificar isso é um desafio grande para todos os pesquisadores da área. Isso porque a qualidade do solo tem a ver com todos os aspectos relacionados à física, química e biologia dele — diz a pesquisadora.
Ela afirma que nenhum desses parâmetros, isoladamente, é capaz de descrever todos os aspectos relacionados à qualidade. Então, o que os pesquisadores da Embrapa buscam é selecionar, dentro de cada um desses compartimentos, atributos químicos, físicos e biológicos àqueles parâmetros chave que, juntos, podem dar uma indicação de como está a qualidade do solo.
— O objetivo da Embrapa então é selecionar quais indicadores farão parte dos índices de qualidade, determinar diferentes índices de qualidade para os diferentes ecossistemas brasileiros e definir os níveis críticos para cada um desses bioindicadores — conta.
Ieda ressalta ainda que a qualidade do solo é vital para a produção sustentável de alimentos e fibras, assim como para o equilíbrio do ecossistema e, para ela, em futuro não muito distante toda a parte de certificação ambiental também será cobrada do agricultor.
— A partir do momento no qual o agricultor consegue provar que realmente faz um manejo de qualidade do solo, ele pode obter uma ecocertificação e, quem sabe, em um futuro não muito distante, ser pago pelos serviços ambientais que está prestando — diz a pesquisadora.
Ela conta que a segunda fase do projeto está prevista para ser concluída em 2013. Nela, a Embrapa pretende já ter selecionado alguns dos indicadores que farão parte dos índices, já ter alguns índices selecionados para os principais agroecossistemas nas diferentes regiões do território nacional e disponibilizar aos agricultores um software online para a determinação da qualidade do solo.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Cerrados através do número (61) 3388-9898.

Extraído de: www.diadecampo.com.br

domingo, 25 de setembro de 2011

IMAGENS DA SEMANA

Leopardo ataca guarda florestal no vilarejo de Prakash Nagar, próximo à cidade de Salugara, na periferia de Siliguri, Índia



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CONSUMO DE CARNE DE CAÇA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Por PATRÍCIA MARIA DRUMOND
Bióloga, Dra. em Ciências e Pesquisadora da Embrapa Acre
 
Foto extraída de www.kieloliveira.blogspot.com

Estima-se que na Amazônia Brasileira sejam consumidas, para fins de subsistência, cerca de 90 mil toneladas de carne de caça por ano, o que equivale ao abate de, aproximadamente, 25 milhões de animais em um período de até 12 meses. Com a intensificação no uso da terra, a valoração da floresta em pé, a possibilidade de aproximação de áreas isoladas, seja por meio da melhoria da infraestrutura ou devido aos avanços da tecnologia, que facilitam, por exemplo, o acesso a armas, armadilhas, energia e transporte, a expectativa é que essa situação se agrave, rapidamente, aumentando o número de espécies da fauna silvestre em extinção. Nesse contexto, o sucesso das políticas públicas que tratam do manejo e conservação dos animais silvestres passa, necessariamente, por um melhor entendimento do papel da caça na segurança alimentar das comunidades amazônicas. 
Nas situações em que a carne de caça é consumida em função das dificuldades de obtenção de outra fonte de proteína, uma alternativa já implantada em alguns países é o envolvimento da comunidade na gestão dos recursos locais por meio de acordos coletivos, que podem incluir, entre outros itens, a não utilização de cães durante a caça, seleção dos animais caçados, estabelecimento de zonas específicas de caça e da prática dessa atividade somente pelos moradores permanentes da área, pagamento de compensações financeiras pelo cumprimento das normas estabelecidas, além da implementação de programas de educação ambiental.     
A solução para o problema da caça no Brasil é, no entanto, um pouco mais complexa. Do ponto de vista da legislação brasileira, os animais silvestres são propriedade do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. Nesse contexto, não é possível envolver a comunidade em programas de manejo de caça, uma vez que essa prática é, em princípio, proibida por lei. Há, no entanto, algumas iniciativas em andamento no Brasil, que deverão gerar maiores subsídios a essa discussão.
Ainda de acordo com a legislação, o abate de animais silvestres, quando realizado para saciar a fome do caçador ou de sua família, não é considerado crime. Entretanto, alguns problemas de ordem operacional dificultam a distinção entre a caça de subsistência e a caça com fins comerciais. Enquanto essa questão não se resolve, uma alternativa frequentemente apresentada aos povos da floresta é a criação comunitária de animais silvestres em cativeiro. Uma proposta interessante, mas relativamente cara, que requer assistência técnica especializada e um grau de organização nem sempre presente nas comunidades.
A ausência de informações ecológicas e comportamentais sobre os animais silvestres é outro fator limitante, que dificulta a elaboração de programas de manejo da fauna. Assim, antes de se discutir uma possível flexibilização na legislação em vigor é preciso um maior investimento em estudos que permitam melhor compreensão da biologia das espécies caçadas, dos efeitos da redução do número desses animais em uma determinada área, bem como dos critérios que deverão ser empregados no monitoramento da população da fauna silvestre. É importante ressaltar que esses critérios precisam ser incorporados pelas comunidades, órgãos governamentais, agências de fomento, formuladores de políticas públicas, organizações ambientais, e, sobretudo, pelo setor produtivo que retira da floresta a sua matéria-prima.
Muitos obstáculos, portanto, precisam ainda ser superados para que o consumo de carne de caça na Amazônia seja, de fato, uma atividade sustentável. De acordo com estudos realizados pela Embrapa Acre os mamíferos mais visados pelos caçadores locais são antas, capivaras, cutias, pacas, porquinhos-do-mato, tatus e veados. Em uma das localidades estudadas, observou-se redução no consumo de carne de caça quando havia peixes e galinhas (ou ovos) disponíveis.
Apesar de preliminar, os resultados desse estudo encontram-se em sintonia com pesquisas realizadas em outras localidades do Brasil, na Bolívia e na África, reforçando a importância da inclusão de fontes alternativas de proteína entre as estratégias de conservação da fauna silvestre local. Ao se investir nessas fontes, crianças e jovens passarão, pouco a pouco, a desenvolver novos hábitos de consumo, o que poderá contribuir ainda mais com o processo de redução da pressão da caça sobre a fauna silvestre.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

GEPMA REALIZA MOSTRA NA I SEMANA DO ESTUDANTE DO IFAP


Em comemoração ao dia do estudante, o IFAP Laranjal do Jari, realizou uma dinâmica no Ginásio João da Silva Nery. Dos docentes componentes do GEPMA, os professores Paulo Sá, Hanna Patrícia e Willians Lopes, desenvolveram, juntamente com os alunos do curso de meio ambiente, diversos experimentos nas áreas de química, biologia e física, respectivamente. O professor Raimundo Neto acompanhou alguns discentes do curso técnico em meio ambiente na criação de sabão.
O professor Vinícius Campos, desenvolveu, com os alunos do GEPMA, trabalho com materiais PET. Nesse trabalho foram criados artigos decorativos, criados pelo próprios alunos e expostos no referido evento.
Gostaria de parabenizar os alunos do GEPMA Jarleson dos Santos (3° Lugar do Soletrando do IFAP) e Érica Rafaela (1° Lugar em Xadrez).
Abaixo algumas fotos do stand do GEPMA:







segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Emissões de Dióxido de carbono Importadas



           O Protocolo de Kyoto não serviu para o que se propôs: reduzir as emissões de CO2. O Protocolo foi uma invenção ecológico-econômica e só serviu para que especuladores das intangíveis quotas de emissões ganhassem dinheiro. Também, para que tenham tirado proveito - e não pouco - umas quantas instituições políticas, científicas e acadêmicas, que em troca de subvenções para pesquisa ou de “conscientização”, ofereceram a esse obscuro comércio o álibi dos horrores das “mudanças climáticas” provocadas pelo CO2.
          O Protocolo de Kyoto estabeleceu que 41 países signatários (os do chamado Anexo 1), até 2008, deveriam ter controlado ou reduzido as emissões de CO2 em uma determinada porcentagem em relação às emissões de cada um durante o ano de referência que se estabeleceu: 1990. O Reino Unido, por exemplo, se comprometeu que reduziria em 8 % as suas emissões anuais de CO2 entre 2008 e 2012 em relação ao que havia emitido em 1990.
          Muitos destes países do Anexo 1 cumpriram, ou quase cumpriram, os objetivos de redução de suas emissões de CO2. Entretanto, o tratado não considerou oportuno achacar as emissões de CO2 dos bens importados ao país que os importa e os consume. Por exemplo, a produção nacional de aço no território do Reino Unido se mudou em parte para o estrangeiro e decresceu consideravelmente entre 1990 e 2008, mas suas importações aumentaram. Se o CO2 emitido na fabricação desse novo aço importado fosse atribuído ao Reino Unido, que foi quem o consumiu, sua conta de emissões em 2008 teria aumentado consideravelmente. Se fossem atribuídas ao Reino Unido todas as emissões requeridas na fabricação dos produtos que importou e consumiu em 2008, além das próprias emissões, a sua “pegada de carbono” superaria em quase 100 Megatoneladas de CO2 a que tinha em 1990. Assim, como no Protocolo de Kyoto só se atribuem a cada país as emissões nacionais de cada um, os britânicos se vangloriam de havê-las reduzido. Uma hipocrisia a mais, e outro contra-senso a mais, do famoso tratado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Alta Matemática das Abelhas Geômetras*

Matéria gentilmente enviada pela Prof. do IFAP, Campus Laranjal do Jari - Patrícia Pitanga

Foto: http://devoto-2m8.blogspot.com

ASSEGURA O ESCRITOR BELGA MAURICE MAETERLINCK ( 1 8 6 2 - 1 9 4 9 ) QUE AS ABELHAS, NA CONSTRUÇÃO
DE SEUS ALVÉOLOS, RESOLVEM UM PROBLEMA DE "ALTA MATEMÁTICA".

Com uma única finalidade a abelha constrói os seus curiosos alvéolos: é para neles depositar o mel que fabrica. Esses alvéolos são feitos de cera. Levadas (afirmam os sábios pesquisadores) por um instinto admirável, as abelhas procuram obter para seus alvéolos uma forma que seja a mais econômica, isto é, que apresente "maior volume" ou maior capacidade, para a menor porção de material empregado. Dentro desse plano de trabalho, é preciso que a parede de um alvéolo sirva também ao alvéolo vizinho. Logo, o alvéolo não pode ter forma cilíndrica, pois, do contrário, não haveria paredes comuns e o desperdício de material seria enorme. Era preciso, pois, para o alvéolo, adotar uma forma prismática. Os prismas (os alvéolos) devem encher totalmente o espaço sem deixar interstícios. As paredes devem ser comuns.
Os únicos prismas regulares que podem ser justapostos sem deixar interstícios são: o prisma triangular, o quadrangular e o hexagonal. Desses três prismas regulares qual será o mais econômico?
Em outras palavras:
Qual dos três prismas (tendo áreas laterais iguais) apresenta maior volume?

Conclusão:

O prisma mais econômico é o prisma hexagonal, pois é aquele que apresenta, para o mesmo gasto de material, maior volume, isto é, maior capacidade. Foi por esse motivo que as abelhas, para os seus alvéolos, adotaram a forma hexagonal.
Como são colocados, para maior economia de espaço, os alvéolos das abelhas, a parede de um alvéolo serve para outro alvéolo. Não há entre os alvéolos espaço perdido e a forma hexagonal é a mais econômica.


* Fragmentos de texto extraído do livro “As Maravilhas da Matemática” de Malba Tahan, 2ª edição.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Abertas inscrições para curso de agentes ambientais a distância



A fundação Demócrito Rocha e a Universidade Aberta do Nordeste realizam o curso de agentes ambientais na modalidade a distância.

Apresentação

A questão ambiental ganhou nas últimas décadas, um espaço social relevante, fazendo-se presente no cotidiano das pessoas e das instituições. No mundo de hoje, já se coloca a necessidade de refletir e de agir sobre os impactos e ameaças que pesam sobre a qualidade de vida no planeta Terra.
Hoje, a questão ecológica não pode ficar fora da agenda de qualquer pessoa ou organização minimamente comprometida com o meio ambiente e a qualidade de vida. A gestão ambiental, casamento entre ecologia e negócios, é uma realidade cujos efeitos econômicos tornam-se cada vez mais profundos e impactantes. A necessidade de preservar as condições de vida no planeta nos coloca num caminho sem volta. Portanto, é premente que se inicie uma revisão completa das concepções de progresso que nortearam os modelos de desenvolvimento social e econômico nos últimos séculos. A definitiva opção pelo desenvolvimento sustentável baseado na gestão ambiental tem, além do fator econômico, um determinante humano.
Considerando a educação ambiental uma ação multidisciplinar, o curso procura aprofundar a consciência cívica e a responsabilidade social dos cidadãos, assim como subsidia-los com fundamentação teórica a fim de capacitá-los como agentes multiplicadores e facilitadores de controle ambiental.
Com os recentes dados publicados acerca do clima pelo IPCC, faz-se urgente um trabalho de educação formal com o objetivo de preparar Agentes Ambientais para monitorar o meio ambiente do seu entorno geográfico e divulgar boas práticas de preservação e conservação do planeta

Público alvo: Vagas gratuitas na Universidade Aberta do Nordeste (UANE) podendo se inscrever todo e qualquer cidadão, residente em qualquer região do país ou exterior, independente do grau de escolaridade, nacionalidade, idade, sexo ou etnia.
Objetivos:
  • Contribuir para a melhoria da compreensão pública sobre mudanças climáticas, educação ambiental e responsabilidade social e ambiental.

  • Conscientizar e informar a sociedade sobre a importância da educação ambiental para a melhoria das condições de vida no planeta Terra.

  • Socializar experiências de educação ambiental bem sucedidas.


  • sexta-feira, 5 de agosto de 2011

    Professor do GEPMA participa do maior congresso de solos do país



                O XXXIII CBCS abordou como tema principal SOLOS NOS BIOMAS BRASILEIROS: SUSTENTABILIDADE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. A escolha por esse tema se deve à importância de discutir assuntos como a sustentabilidade frente às mudanças climáticas, dentro dos biomas brasileiros, entre outros. Dentro deste tema central a discussão proposta aconteceu em diferentes eixos temáticos que foram norteadores para as atividades como palestras, mini-cursos e apresentação de trabalhos em sessão pôster e apresentação oral. Os eixos temáticos foram: Os biomas brasileiros, com ênfase nos cerrados; uso de resíduos de atividades indústriais e pecuárias como fertilizantes e condicionadores de solo; sistemas integrados e sustentáveis (lavoura-pecuária e agrosilvopastoris); uso eficiente da água e fertirrigação; uso do solo e mudanças climáticas e vice versa; bioquímica dos solos e bioremediação e sustentabilidade ambiental.
                O Prof. Vinícius Campos, apresentou dois trabalhos na forma de painel. O primeiro avaliou o efeito de doses de silicato de cálcio e magnésio no crescimento de duas cultivares de girassol com finalidade ornamental e sistema de produção: mamona, algodão colorido e feijão de corda submetidos a adubação orgânica. O referido professor ainda realizou alguns contatos com outros docentes de instituições do Norte-Nordeste, visando, num futuro próximo, parcerias nos âmbitos de pesquisa, ensino e extensão.
           O evento trouxe, além dos maiores nomes da ciência do solo nacional e dos EUA, o Prof. da USP, Kenitiro Suguio, Pós-Doutor em Geociências pela Universidade de Tokyo e um dos maiores nomes no país em Geociências, ministrando a palestra PALEOCLIMA DO QUATERNÁRIO E A TEORIA DO AQUECIMENTO GLOBAL.
           Segue abaixo algumas imagens do evento.
                



    

    sexta-feira, 29 de julho de 2011

    Polinização animal exige conservação ambiental

    Destruição de vegetação natural reduz população de abelhas polinizadoras e interfere no processo de formação de frutos


     Jandaíra nas flores de mutre. Foto: Rúbio Proença

             A polinização é muito importante porque auxilia no processo de formação de frutos e da manutenção da biodiversidade. O processo, que significa a transferência de material genético de uma planta para outra, pode ser realizado pela água, vento ou animais. Entre os animais, como moscas, morcegos, mariposas e borboletas, acredita-se que 70% da polinização seja feita por abelhas. A polinização feita especificamente por abelhas é um tema exposto ao público na Expoacre 2011, no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco, no período de 23 a 31 de julho.
            Segundo Patrícia Drumond, pesquisadora e bióloga da Embrapa Acre, a vantagem da polinização por abelhas é a formação de frutos. E, como as abelhas existem em grande número, a chance de atingir as plantas que dependem dessa polinização é maior.
    — Existem mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo e todas elas certamente envolvidas em maior ou menor grau com esse processo de formação de frutos — afirma a pesquisadora.
            Para identificar o tipo de sistema mais indicado para sua cultura, Patrícia diz que o produtor deve observar o comportamento da abelha na flor, ou seja, se ela só está descansando ou se entra na flor e sai suja com o pólen, afinal, esse é o material genético que ela transfere para outra flor, propiciando a fecundação e a formação de frutos. Para a pesquisadora, antes de tudo, o produtor deve pensar no tipo de abelha que vai utilizar.
    — Existem as abelhas africanizadas, com ferrão. Ao usar essas abelhas, deve-se tomar cuidado sobre onde colocar as caixas, diferentemente das abelhas sem ferrão, conhecidas como uruçu ou jandaíra. Essas podem ficar mais próximas inclusive da casa do agricultor. Isso porque elas geralmente são abelhas mansas e de fácil trato. Existem ainda as mamangavas, que são abelhas pretas e grandes. Elas polinizam, por exemplo, o maracujá — orienta ela.

    Mamangava polinizando flor de maracujazeiro-amarelo. Foto: Vinícius Campos

            Já para a conservação dessas abelhas, por exemplo, a pesquisadora diz que vale à pena colocar troncos caídos e podres para que elas façam ninho perto da plantação de maracujá. Ainda de acordo com ela, o processo de polinização com abelhas é natural.
     — O horário de visitação mais intenso costuma ser na parte da manhã. Nesse caso, deve-se tomar cuidado com o uso de produtos químicos para controle de doenças e pragas. Isso pode matar ou afugentar as abelhas — explica.
            Outro cuidado importante para Patrícia é a conservação da vegetação natural. Isso porque as abelhas polinizadoras nativas vivem nesse tipo de vegetação. Então, se o produtor destrói a vegetação natural ao redor do plantio, ele acaba prejudicando a conservação das abelhas, o que pode reduzir a população e interferir no processo de formação de frutos.

    Por, Kamila Pitombeira.

    terça-feira, 26 de julho de 2011

    IMAGEM DA SEMANA

    Poluição Ambiental - Corpo hídrico do município de Monteiro - PB.

    ICMS Ecológico é incentivo à conservação

    Imposto visa melhorar desempenho ecológico e premiar municípios que estimulam preservação



          O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um imposto arrecadado pelos estados que deve ser redistribuído de acordo com alguns critérios adotados pelo governo e pelos próprios estados. Entre esses critérios, ficam destinadas porcentagens dessa verba para assuntos relativos à educação, saúde, saneamento e outros. Ainda dentro desse contexto, existe o chamado ICMS Ecológico, que nada mais é que uma fatia do ICMS redistribuída aos municípios para ser investida em questões ambientais. O sistema é de certa forma, um incentivo à preservação ambiental por parte de cada município e já faz parte da realidade de diversos estados brasileiros. Para que um proprietário agrícola receba esse recurso diretamente ele deve possuir uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN).
    Segundo Giovana Baggio, coordenadora de conservação em terras privadas da ONG The Nature Conservancy (TNC), o ICMS Ecológico é um percentual do ICMS comum destinado aos estados, os quais podem legislar, ou seja, criar medidas para a redistribuição. Dentro desse contexto, quando os estados usam um critério ambiental para parte da redistribuição, esse critério é chamado ICMS Ecológico.
    — Ele é a fatia do ICMS normal que é redistribuída para os municípios, utilizando critérios ambientais — afirma.
     De acordo com a Constituição Federal, o ICMS arrecadado deve ser redistribuído na proporção de 75% para o estado e 25% para os municípios que o originaram. Para a distribuição desses 25%, o estado pode criar critérios próprios de, no máximo, 1/4 deste valor, seja para educação, saúde, meio ambiente, patrimônio histórico ou outros. Os critérios ambientais inseridos nesse 1/4 são chamados de ICMS Ecológico ou ICMS Verde.
    — Geralmente, os estados redistribuem de 1% a 5% desse 1/4 para fatores ambientais — conta a coordenadora.
    Para Giovana, esse mecanismo é uma oportunidade para o governo estadual influenciar o processo de desenvolvimento sustentável dos municípios através de prêmios à boa gestão ambiental e à prática de atividades ambientalmente corretas ou esperadas.
    — O objetivo é visar melhorar o desempenho ambiental dos municípios. Acreditamos que ele é um instrumento eficiente para premiar municípios que possuem áreas naturais grandes ou incentivam a conservação de parques e reservas privadas — conta ela.
    O ICMS Ecológico foi desenvolvido primeiramente no Paraná em 1991 e já está presente em diversos estados brasileiros atualmente, como o Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. São repassados cerca de R$ 600 milhões ao ano para os municípios que adotam Unidades de Conservação ou outras medidas ambientais.
    — Para esse recurso chegar às mãos de um proprietário privado, é necessário que exista uma legislação estadual e municipal também, promovendo o repasse àqueles que conservam propriedades privadas. Geralmente, eles repassam para Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN). Então, um proprietário agrícola só receberia esse recurso diretamente se ele possuísse uma RPPN.  Além disso, esse ICMS acaba sendo utilizado pelas prefeituras para melhorar a infra-estrutura dos municípios, virando uma fonte de renda — afirma a coordenadora.
    Portal ICMS Ecológico
    Em parceria com a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a ONG TNC lançou, em 2009, o portal http://www.icmsecologico.org.br/, que acaba de ser atualizado e expandido para todo o território nacional. O site visa divulgar a situação do ICMS Ecológico em cada estado brasileiro, possibilitando ao público acompanhar como o seu estado está trabalhando essa questão. Também são apresentados os municípios que têm se destacado na utilização consciente do recurso
    De acordo com Giovana, o objetivo do portal é incentivar que a legislação sobre o ICMS Ecológico seja implementada em outros estados, além dos que já a possuem, seja melhorada nos estados em que ela já existe. Além disso, é esperado que os municípios conheçam as vantagens em receber esses recursos e investir na gestão ambiental e na conservação de áreas nativas.
    — Nós disponibilizamos no site toda a legislação dos estados onde ela existe, apontamos os estados que não a possuem e em que pé está essa discussão em cada um deles, colocamos diversos artigos e publicações sobre o tema, exemplos de casos de sucesso de municípios que estão destinando recursos para ações ambientais e sociais, além de estatísticas de quanto de recurso é destinado para cada estado — explica.
    Por, Kamila Pitombeira

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Laranjal do Jari! Muita Chuva?

    
    
           Com o segundo sementre de 2011, chega também a redução da precipitação no estado do Amapá. No município de Laranjal do Jari, a maior intensidade de chuva ocorre entre os meses janeiro e junho. Concordo que, dentro de uma visão estadual, esse quantitativo é relevante. No âmbito nacional, o também município amapaense calçoene, foi identificado como o mais chuvoso do Brasil com uma precipitação média anual de 4.165 mm. Em termos comparativos, o total de chuva observado em Calçoene, chega a ser, em média, três vezes maior que a registrada na cidade de São Paulo.
           Esses números são impressionantes quando comentado por um paraibano residente na região Norte, até porque, em Monteiro-PB, a precipitação varia entre 500 e 800 mm/ano. Entretanto, após visita ao site do Engenheiro Agrônomo Mário de Carvalho Fontes Neto (http://www.agfag.wordpress.com/), constatei particularidades climatológicas em alguns lugares do mundo.
            Na ilha de La Réunion, localizada no Oceano Índico, foi registrado o recorde mundial de precipitação em 24 horas entre 15 e 16 de março de 1952, chovendo 1.869,9 mm.
            Já na Índia, mais especificamente em Cherrapunjee, foram verificados dois recordes mundiais no Guiness. Em julho de 1861, foi observado a maior precipitação mensal (9.300 mm). Entre Agosto 1860 e Julho de 1861, choveu 22.887 milímetros.