quinta-feira, 16 de junho de 2011

Enquanto isso...

1/4 DE SÉCULO DO ACIDENTE DE CHERNOBYL

Após 25 anos (26 de abril de 2011), Chernobyl ainda é perigo para meio ambiente

Estudo mostra que plantas, animais e comunidade ainda estão a décadas de se recuperarem totalmente do desastre em usina nuclear da Ucrânia

Figura 1. Precipitação radioativa de Césio 137 depois de Chernobyl


Use esta matéria como suporte para solucionar alguma dúvida sobre a enquete veiculada a respeito do uso de energia nuclear

A precipitação radioativa de Chernobyl permanece como um perigo para o meio ambiente, mas quase não há pesquisas sobre o tema, um quarto de século depois do desastre, afirmaram especialistas. De acordo com estudos, animais como castores, veados, cavalos selvagens, gaviões e águias retornaram para a zona de isolamento de 30 quilômetros em Chernobyl desde que os humanos fugiram e a caça tornou-se ilegal.
Mas esse cenário é enganoso, afirma o professor de biologia da Universidade de Carolina do Sul, Tim Mousseau, um dos poucos cientistas a testar a biodiversidade em torno de Chernobyl com profundidade. "Chernobyl definitivamente não é o paraíso para a vida selvagem", disse em entrevista por telefone. "Quando você realmente faz o trabalho duro, de conduzir um estudo científico, onde você rigorosamente analisa todas as variáveis, e faz isso várias vezes em muitos lugares diferentes, o sinal é muito forte."

Há menos animais e menos tipos de animais que o esperado. Em 2010, Mousseau e seus colegas publicaram o maior censo da vida selvagem na região de exclusão de Chernobyl. O levantamento mostrou que o número de mamíferos caiu, assim como a diversidade de insetos, incluindo marimbondos, gafanhotos, borboletas e libélulas. Em um estudo publicado em fevereiro deste ano, foram registrados 550 pássaros, de 48 espécies e de oito locais diferentes, que tiveram seus cérebros medidos.

Redução do cérebro - Aves que viviam em locais de alta radiação tinham cérebros 5% menores que aqueles que viviam em lugares onde a radiação era menor - e a diferença era grande entre aves com menos de um ano. Cérebro menor está ligado a uma habilidade cognitiva menor e, portanto, uma capacidade de sobrevivência menor. O estudo sugere que muitos embriões de aves provavelmente não sobreviveram. "Isso claramente está ligado ao nível de contaminação", disse Mousseau. "Houve necessariamente consequências para todo o ecossistema." Mousseau declarou ser importante estudar a ligação do desastre com os danos ambientais, mas, segundo ele, os recursos destinados à pesquisa dos impactos de Chernobyl são baixos e muitos estudos em russo nunca são traduzidos para o inglês.

Desuniforme - Poeira e cinzas radioativas espalharam-se por mais de 200.000 quilômetros quadrados depois que o reator número 4 de Chernobyl explodiu em 26 de abril de 1986. Ucrânia, Belarus e Rússia foram os países mais afetados, apesar de alguns vestígios terem alcançado o norte da Escócia e o oeste da Irlanda, exigindo em alguns lugares restrições de longo prazo na criação de gado.

Mas a contaminação, mesmo na zona de exclusão, não é uniforme. Algumas áreas estão limpas. Mas alguns metros adiante, podem ser encontradas área de alta contaminação - determinadas pelos ventos e pela chuva, que depositam as partículas, ou pelas folhas que as seguram. Atualmente, as principais ameaças são o césio 137 e em menor grau o estrôncio 90, que decaiu lentamente em uma escala medida em décadas, de acordo com o Instituto de Proteção Radiológica e Segurança Nuclear (IRSN) francês.

Contaminação - A radioatividade caiu nos últimos 25 anos, mas as regiões mais críticas têm contaminação em até 20 centímetros abaixo do solo. Elas representam uma fonte pequena, mas constante, de exposição.

As partículas radioativas passam do solo para as plantas por meio das raízes, e para os animais por meio da vegetação que eles comem e, para os humanos, por meio da carne e do leite. Absorvido pelos ossos e órgãos, o césio emite a radiação alpha, que danifica o DNA, aumentando o risco de células mutantes que se tornam tumores - ou, em células reprodutivas, são levadas à progênie.

O oeste e sudeste da Ucrânia não foram afetados pelo desastre de Chernobyl, e nas grandes fazendas e fábricas de alimentos do país não há risco por conta da fiscalização, afirmam cientistas. Mas a radioatividade ainda afeta zonas rurais do nordeste da Ucrânia, onde fazendeiros pobres colhem cogumelos e grãos e não podem pagar por feno limpo de regiões não contaminadas para suas vacas.

Décadas - Valery Kashparov, diretor do Instituto Ucraniano de Radiologia Agrícola, afirma que o governo promoveu em 2008 cortes nos fundos destinados ao monitoramento da radiação. Em torno de 600.000 dólares são necessários anualmente para garantir que a comida não esteja contaminada. "A contaminação está decaindo, mas levará décadas para a natureza levá-la a níveis seguros", acrescentou.

Em uma pesquisa apresentada em Kiev neste mês, cientistas do Greenpeace compraram comida em duas regiões administrativas, Zhytomyr e Rivne. Os testes encontraram césio 137 acima do permitido em muitas amostras de leite, cogumelos secos e grãos. Os níveis estavam extremamente altos em Rivne, onde o tipo de solo transmite partículas radioativas mais facilmente para plantas.
                                                                                                              (Com Agência France-Presse)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Charge do DIA!!!


Resíduo e Arte

            Realizei uma viagem no mês de Abril ao Estado da Paraíba, para ministrar uma palestra sobre uso de resíduos na agricultura, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba. Antes de retornar ao Amapá, desloquei-me com minha esposa para Fortaleza-CE e, ao passar por Mossoró-RN, deparei-me com fantásticas obras de arte ao ar livre, tendo como matéria prima, diversos resíduos. Parafraseando Lakatos e Marconi (1995) - o saber é coletivo - divulgo no blog do GEPMA essa monumental forma de reaproveitar materiais e, ao mesmo tempo, tornar o ambiente mais harmônico.





quarta-feira, 8 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

I Semana do Meio Ambiente do IFAP-Laranjal do Jari foi sucesso total!!!

      Após muito serviço e empenho de todos os envolvidos, foi finalizada a I Semana do Meio Ambiente do IFAP-Laranjal do Jari. Com as atividades de palestras (manhã e tarde) no último dia 04/06 e a caminhada ecológica (domingo pela manhã), os servidores e alunos do IFAP-Laranjal do Jari, discutiram, debateram sobre a interdisciplinaridade no contexto ambiental. Vários temas foram abordados, principalmente os relacionados com o meio ambiente, informática e secretariado, ou seja, cursos ofertados pelo nosso campus.
      Mais uma vez gostaria de agradecer o apoio da Diretora Administrativa do IFAP (Elizabeth), Diretora de Ensino (Mariana Nunes), Coordenador Pedagógico (Josué Cardoso), aos professores palestrantes (Luis Alberto, Willians Lopes, Hanna Bezerra, Karoline Siqueira, Allan Meira, Paulo Sá, Patrícia Pitanga, Enildo Elias, Fabiano Oliveira, Clayton Jordan, Lícia Guerra, Zigmundo de Paula, Rômulo Tiago e Andreuma Ferreira), aos professores moderadores (Ângela Utzig, Jefferson Brito, Raimundo Neto e Themístocles Raphael), as estudantes de secretariado pelo brilhante trabalho a frente do cerimonial. Agradecer também aos servidores que atuaram no apoio (Profa. Érica Miranda, Prof. André Zanella, Júnior, Mirian, Wadson, Daniel, Jocássio, Marileuza, Erislane, Valéria, Epitácio, Lana, entre outros) e parabenizar ainda o comprometimento dos alunos no evento.
      De acordo com a aluna de meio ambiente Selma Castro “A pluralidade e a integração de informações elaboradas e executadas pelo corpo docente do IFAP, exerceram uma de suas mais importantes missões, que é a de reunir e expor a nós, alunos, o papel primordial: Preservar o meio ambiente”. Para a aluna do curso de informática Brenda Campos, a Semana do Meio Ambiente do IFAP trouxe novas informações e explicou: “Nós seres humanos temos que dar maior importância para a natureza, não apenas por ser nossa casa, mas ser também essencial para a sobrevivência, então devemos, sem dúvida, conscientizar pela preservação, cuidado e importância do nosso verdadeiro lar”.
     QUEM POSSUIR MAIS FOTOS DA SEMANA, ENVIE PARA O E-MAIL: viniciuscamposs@gmail.com.
     Algumas fotos do evento:































  




segunda-feira, 6 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Após uma semana da criação do BLOG do GEPMA...

...mais de 500 pessoas acessaram o sítio. Agradeço a todos pela aceitação e divulgação do Blog. Amanhã teremos mais informações sobre a SEMANA DO MEIO AMBIENTE DO IFAP-Laranjal do Jari (sendo criado um link para baixar as palestras dos professores) e fotos da caminhada ecológica.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

POROROCA

Prof. Willians Lopes de Almeida, IFAP-Laranjal do Jari



A pororoca é um fenômeno natural que esbanja beleza e ao mesmo tempo perigo. Seu nome é de origem Tupi que significa: “forte barulho da natureza”. Embora não seja um fenômeno exclusivo da região amazônica, tem bastante prestígio nesta, por ocorrer, também, no Rio Amazonas considerado um dos mais extensos do planeta, acompanhado do Rio Nilo.

O fenômeno da pororoca tem maior ocorrência, no Brasil, nos estados do Amapá e Pará, com os Rios Araguari, Maiacaré, Guamá, Capim, Moju e Amazonas. Acontece devido ao encontro das águas salgadas (mar) com as águas doces (rios), ou seja, as águas do mar chocam-se bruscamente com as do rio provocando, assim, uma corrente contrária ao sentido natural do rio. Por isso, então, é que se formam ondas no rio que vão de 3 a 5 metros e com uma velocidade de aproximadamente 20 km/h o fenômeno é tão violento que chega a derrubar árvores ou o que estiver no caminho. O evento pode ser verificado durante o ano todo, porém com mais intensidade nos períodos de equinócio[1]. Algo semelhante à pororoca acontece também, por exemplo, na França com o Rio Sena e na China com o Rio Iang-Tsé.


[1] Palavra derivada do Latim que significa: noite igual. Este fenômeno caracteriza-se pela incidência da luz solar sobre a linha do Equador tornando o dia, em período, igual à noite (12 horas cada). Acontece duas vezes ao ano por volta de 20 a 23 de Março e 20 a 23 de Setembro.
 

Consciência Ecológica e Comportamento Ecológico

Mais uma matéria enviada pela Profa. do IFAP, Patrícia Santana de Argolo Pitanga


Conforme pesquisa realizada em 1992, os cidadãos da Alemanha consideram a problemática do meio ambiente como a questão mais importante da atualidade. A consciência ecológica e a disposição de se comportar adequadamente parecem ter alcançado um elevado grau de aceitação. Todavia, observando-as mais de perto, surgem dúvidas. A satisfação que se sente pela elevada consciência ecológica fica anuviada quando se olha para a garagem do vizinho, onde há três dias se acrescentou aos dois automóveis da família, de apenas três pessoas, um terceiro carro, para a filha que acaba de tirar a carteira de motorista.
E o que se diz da facilidade, muitas vezes observada, com que as pessoas livram a casa de bichinhos importunos, mas inofensivos, como formigas, usando produtos químicos? Naturalmente coletam-se jornais e vidro para serem reciclados. Para muitos, porém, este comportamento parece ter essencialmente um caráter apenas simbólico. Esses cidadãos cumprem o objetivo de mostrar a si mesmos que sua conduta harmoniza- se com a consciência ecológica adotada, talvez um pouco manchada com a compra do terceiro carro para a família. Abre-se aqui uma fenda entre a consciência ecológica e o comportamento ecológico.
Quais seriam os fatores que levam a este hiato? Parece que um deles é o custo do comportamento ecológico. Quando o comportamento ecológico custa pouco dinheiro, tempo e energia, a correlação entre consciência ecológica e comportamento ecológico é elevada. Mas quando surge um conflito entre a meta de se comportar de acordo com o meio ambiente e a meta de economizar dinheiro, tempo e energia, nesses casos a consciência ecológica perde a batalha.

Adaptado de Dörner, D. (1995). “Transformação da consciência ecológica?”, em Deutschland:
Revista de Política, Cultura, Economia e Ciência.