quarta-feira, 7 de setembro de 2011

GEPMA REALIZA MOSTRA NA I SEMANA DO ESTUDANTE DO IFAP


Em comemoração ao dia do estudante, o IFAP Laranjal do Jari, realizou uma dinâmica no Ginásio João da Silva Nery. Dos docentes componentes do GEPMA, os professores Paulo Sá, Hanna Patrícia e Willians Lopes, desenvolveram, juntamente com os alunos do curso de meio ambiente, diversos experimentos nas áreas de química, biologia e física, respectivamente. O professor Raimundo Neto acompanhou alguns discentes do curso técnico em meio ambiente na criação de sabão.
O professor Vinícius Campos, desenvolveu, com os alunos do GEPMA, trabalho com materiais PET. Nesse trabalho foram criados artigos decorativos, criados pelo próprios alunos e expostos no referido evento.
Gostaria de parabenizar os alunos do GEPMA Jarleson dos Santos (3° Lugar do Soletrando do IFAP) e Érica Rafaela (1° Lugar em Xadrez).
Abaixo algumas fotos do stand do GEPMA:







segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Emissões de Dióxido de carbono Importadas



           O Protocolo de Kyoto não serviu para o que se propôs: reduzir as emissões de CO2. O Protocolo foi uma invenção ecológico-econômica e só serviu para que especuladores das intangíveis quotas de emissões ganhassem dinheiro. Também, para que tenham tirado proveito - e não pouco - umas quantas instituições políticas, científicas e acadêmicas, que em troca de subvenções para pesquisa ou de “conscientização”, ofereceram a esse obscuro comércio o álibi dos horrores das “mudanças climáticas” provocadas pelo CO2.
          O Protocolo de Kyoto estabeleceu que 41 países signatários (os do chamado Anexo 1), até 2008, deveriam ter controlado ou reduzido as emissões de CO2 em uma determinada porcentagem em relação às emissões de cada um durante o ano de referência que se estabeleceu: 1990. O Reino Unido, por exemplo, se comprometeu que reduziria em 8 % as suas emissões anuais de CO2 entre 2008 e 2012 em relação ao que havia emitido em 1990.
          Muitos destes países do Anexo 1 cumpriram, ou quase cumpriram, os objetivos de redução de suas emissões de CO2. Entretanto, o tratado não considerou oportuno achacar as emissões de CO2 dos bens importados ao país que os importa e os consume. Por exemplo, a produção nacional de aço no território do Reino Unido se mudou em parte para o estrangeiro e decresceu consideravelmente entre 1990 e 2008, mas suas importações aumentaram. Se o CO2 emitido na fabricação desse novo aço importado fosse atribuído ao Reino Unido, que foi quem o consumiu, sua conta de emissões em 2008 teria aumentado consideravelmente. Se fossem atribuídas ao Reino Unido todas as emissões requeridas na fabricação dos produtos que importou e consumiu em 2008, além das próprias emissões, a sua “pegada de carbono” superaria em quase 100 Megatoneladas de CO2 a que tinha em 1990. Assim, como no Protocolo de Kyoto só se atribuem a cada país as emissões nacionais de cada um, os britânicos se vangloriam de havê-las reduzido. Uma hipocrisia a mais, e outro contra-senso a mais, do famoso tratado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Alta Matemática das Abelhas Geômetras*

Matéria gentilmente enviada pela Prof. do IFAP, Campus Laranjal do Jari - Patrícia Pitanga

Foto: http://devoto-2m8.blogspot.com

ASSEGURA O ESCRITOR BELGA MAURICE MAETERLINCK ( 1 8 6 2 - 1 9 4 9 ) QUE AS ABELHAS, NA CONSTRUÇÃO
DE SEUS ALVÉOLOS, RESOLVEM UM PROBLEMA DE "ALTA MATEMÁTICA".

Com uma única finalidade a abelha constrói os seus curiosos alvéolos: é para neles depositar o mel que fabrica. Esses alvéolos são feitos de cera. Levadas (afirmam os sábios pesquisadores) por um instinto admirável, as abelhas procuram obter para seus alvéolos uma forma que seja a mais econômica, isto é, que apresente "maior volume" ou maior capacidade, para a menor porção de material empregado. Dentro desse plano de trabalho, é preciso que a parede de um alvéolo sirva também ao alvéolo vizinho. Logo, o alvéolo não pode ter forma cilíndrica, pois, do contrário, não haveria paredes comuns e o desperdício de material seria enorme. Era preciso, pois, para o alvéolo, adotar uma forma prismática. Os prismas (os alvéolos) devem encher totalmente o espaço sem deixar interstícios. As paredes devem ser comuns.
Os únicos prismas regulares que podem ser justapostos sem deixar interstícios são: o prisma triangular, o quadrangular e o hexagonal. Desses três prismas regulares qual será o mais econômico?
Em outras palavras:
Qual dos três prismas (tendo áreas laterais iguais) apresenta maior volume?

Conclusão:

O prisma mais econômico é o prisma hexagonal, pois é aquele que apresenta, para o mesmo gasto de material, maior volume, isto é, maior capacidade. Foi por esse motivo que as abelhas, para os seus alvéolos, adotaram a forma hexagonal.
Como são colocados, para maior economia de espaço, os alvéolos das abelhas, a parede de um alvéolo serve para outro alvéolo. Não há entre os alvéolos espaço perdido e a forma hexagonal é a mais econômica.


* Fragmentos de texto extraído do livro “As Maravilhas da Matemática” de Malba Tahan, 2ª edição.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Abertas inscrições para curso de agentes ambientais a distância



A fundação Demócrito Rocha e a Universidade Aberta do Nordeste realizam o curso de agentes ambientais na modalidade a distância.

Apresentação

A questão ambiental ganhou nas últimas décadas, um espaço social relevante, fazendo-se presente no cotidiano das pessoas e das instituições. No mundo de hoje, já se coloca a necessidade de refletir e de agir sobre os impactos e ameaças que pesam sobre a qualidade de vida no planeta Terra.
Hoje, a questão ecológica não pode ficar fora da agenda de qualquer pessoa ou organização minimamente comprometida com o meio ambiente e a qualidade de vida. A gestão ambiental, casamento entre ecologia e negócios, é uma realidade cujos efeitos econômicos tornam-se cada vez mais profundos e impactantes. A necessidade de preservar as condições de vida no planeta nos coloca num caminho sem volta. Portanto, é premente que se inicie uma revisão completa das concepções de progresso que nortearam os modelos de desenvolvimento social e econômico nos últimos séculos. A definitiva opção pelo desenvolvimento sustentável baseado na gestão ambiental tem, além do fator econômico, um determinante humano.
Considerando a educação ambiental uma ação multidisciplinar, o curso procura aprofundar a consciência cívica e a responsabilidade social dos cidadãos, assim como subsidia-los com fundamentação teórica a fim de capacitá-los como agentes multiplicadores e facilitadores de controle ambiental.
Com os recentes dados publicados acerca do clima pelo IPCC, faz-se urgente um trabalho de educação formal com o objetivo de preparar Agentes Ambientais para monitorar o meio ambiente do seu entorno geográfico e divulgar boas práticas de preservação e conservação do planeta

Público alvo: Vagas gratuitas na Universidade Aberta do Nordeste (UANE) podendo se inscrever todo e qualquer cidadão, residente em qualquer região do país ou exterior, independente do grau de escolaridade, nacionalidade, idade, sexo ou etnia.
Objetivos:
  • Contribuir para a melhoria da compreensão pública sobre mudanças climáticas, educação ambiental e responsabilidade social e ambiental.

  • Conscientizar e informar a sociedade sobre a importância da educação ambiental para a melhoria das condições de vida no planeta Terra.

  • Socializar experiências de educação ambiental bem sucedidas.


  • sexta-feira, 5 de agosto de 2011

    Professor do GEPMA participa do maior congresso de solos do país



                O XXXIII CBCS abordou como tema principal SOLOS NOS BIOMAS BRASILEIROS: SUSTENTABILIDADE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. A escolha por esse tema se deve à importância de discutir assuntos como a sustentabilidade frente às mudanças climáticas, dentro dos biomas brasileiros, entre outros. Dentro deste tema central a discussão proposta aconteceu em diferentes eixos temáticos que foram norteadores para as atividades como palestras, mini-cursos e apresentação de trabalhos em sessão pôster e apresentação oral. Os eixos temáticos foram: Os biomas brasileiros, com ênfase nos cerrados; uso de resíduos de atividades indústriais e pecuárias como fertilizantes e condicionadores de solo; sistemas integrados e sustentáveis (lavoura-pecuária e agrosilvopastoris); uso eficiente da água e fertirrigação; uso do solo e mudanças climáticas e vice versa; bioquímica dos solos e bioremediação e sustentabilidade ambiental.
                O Prof. Vinícius Campos, apresentou dois trabalhos na forma de painel. O primeiro avaliou o efeito de doses de silicato de cálcio e magnésio no crescimento de duas cultivares de girassol com finalidade ornamental e sistema de produção: mamona, algodão colorido e feijão de corda submetidos a adubação orgânica. O referido professor ainda realizou alguns contatos com outros docentes de instituições do Norte-Nordeste, visando, num futuro próximo, parcerias nos âmbitos de pesquisa, ensino e extensão.
           O evento trouxe, além dos maiores nomes da ciência do solo nacional e dos EUA, o Prof. da USP, Kenitiro Suguio, Pós-Doutor em Geociências pela Universidade de Tokyo e um dos maiores nomes no país em Geociências, ministrando a palestra PALEOCLIMA DO QUATERNÁRIO E A TEORIA DO AQUECIMENTO GLOBAL.
           Segue abaixo algumas imagens do evento.
                



    

    sexta-feira, 29 de julho de 2011

    Polinização animal exige conservação ambiental

    Destruição de vegetação natural reduz população de abelhas polinizadoras e interfere no processo de formação de frutos


     Jandaíra nas flores de mutre. Foto: Rúbio Proença

             A polinização é muito importante porque auxilia no processo de formação de frutos e da manutenção da biodiversidade. O processo, que significa a transferência de material genético de uma planta para outra, pode ser realizado pela água, vento ou animais. Entre os animais, como moscas, morcegos, mariposas e borboletas, acredita-se que 70% da polinização seja feita por abelhas. A polinização feita especificamente por abelhas é um tema exposto ao público na Expoacre 2011, no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco, no período de 23 a 31 de julho.
            Segundo Patrícia Drumond, pesquisadora e bióloga da Embrapa Acre, a vantagem da polinização por abelhas é a formação de frutos. E, como as abelhas existem em grande número, a chance de atingir as plantas que dependem dessa polinização é maior.
    — Existem mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo e todas elas certamente envolvidas em maior ou menor grau com esse processo de formação de frutos — afirma a pesquisadora.
            Para identificar o tipo de sistema mais indicado para sua cultura, Patrícia diz que o produtor deve observar o comportamento da abelha na flor, ou seja, se ela só está descansando ou se entra na flor e sai suja com o pólen, afinal, esse é o material genético que ela transfere para outra flor, propiciando a fecundação e a formação de frutos. Para a pesquisadora, antes de tudo, o produtor deve pensar no tipo de abelha que vai utilizar.
    — Existem as abelhas africanizadas, com ferrão. Ao usar essas abelhas, deve-se tomar cuidado sobre onde colocar as caixas, diferentemente das abelhas sem ferrão, conhecidas como uruçu ou jandaíra. Essas podem ficar mais próximas inclusive da casa do agricultor. Isso porque elas geralmente são abelhas mansas e de fácil trato. Existem ainda as mamangavas, que são abelhas pretas e grandes. Elas polinizam, por exemplo, o maracujá — orienta ela.

    Mamangava polinizando flor de maracujazeiro-amarelo. Foto: Vinícius Campos

            Já para a conservação dessas abelhas, por exemplo, a pesquisadora diz que vale à pena colocar troncos caídos e podres para que elas façam ninho perto da plantação de maracujá. Ainda de acordo com ela, o processo de polinização com abelhas é natural.
     — O horário de visitação mais intenso costuma ser na parte da manhã. Nesse caso, deve-se tomar cuidado com o uso de produtos químicos para controle de doenças e pragas. Isso pode matar ou afugentar as abelhas — explica.
            Outro cuidado importante para Patrícia é a conservação da vegetação natural. Isso porque as abelhas polinizadoras nativas vivem nesse tipo de vegetação. Então, se o produtor destrói a vegetação natural ao redor do plantio, ele acaba prejudicando a conservação das abelhas, o que pode reduzir a população e interferir no processo de formação de frutos.

    Por, Kamila Pitombeira.

    terça-feira, 26 de julho de 2011

    IMAGEM DA SEMANA

    Poluição Ambiental - Corpo hídrico do município de Monteiro - PB.

    ICMS Ecológico é incentivo à conservação

    Imposto visa melhorar desempenho ecológico e premiar municípios que estimulam preservação



          O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um imposto arrecadado pelos estados que deve ser redistribuído de acordo com alguns critérios adotados pelo governo e pelos próprios estados. Entre esses critérios, ficam destinadas porcentagens dessa verba para assuntos relativos à educação, saúde, saneamento e outros. Ainda dentro desse contexto, existe o chamado ICMS Ecológico, que nada mais é que uma fatia do ICMS redistribuída aos municípios para ser investida em questões ambientais. O sistema é de certa forma, um incentivo à preservação ambiental por parte de cada município e já faz parte da realidade de diversos estados brasileiros. Para que um proprietário agrícola receba esse recurso diretamente ele deve possuir uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN).
    Segundo Giovana Baggio, coordenadora de conservação em terras privadas da ONG The Nature Conservancy (TNC), o ICMS Ecológico é um percentual do ICMS comum destinado aos estados, os quais podem legislar, ou seja, criar medidas para a redistribuição. Dentro desse contexto, quando os estados usam um critério ambiental para parte da redistribuição, esse critério é chamado ICMS Ecológico.
    — Ele é a fatia do ICMS normal que é redistribuída para os municípios, utilizando critérios ambientais — afirma.
     De acordo com a Constituição Federal, o ICMS arrecadado deve ser redistribuído na proporção de 75% para o estado e 25% para os municípios que o originaram. Para a distribuição desses 25%, o estado pode criar critérios próprios de, no máximo, 1/4 deste valor, seja para educação, saúde, meio ambiente, patrimônio histórico ou outros. Os critérios ambientais inseridos nesse 1/4 são chamados de ICMS Ecológico ou ICMS Verde.
    — Geralmente, os estados redistribuem de 1% a 5% desse 1/4 para fatores ambientais — conta a coordenadora.
    Para Giovana, esse mecanismo é uma oportunidade para o governo estadual influenciar o processo de desenvolvimento sustentável dos municípios através de prêmios à boa gestão ambiental e à prática de atividades ambientalmente corretas ou esperadas.
    — O objetivo é visar melhorar o desempenho ambiental dos municípios. Acreditamos que ele é um instrumento eficiente para premiar municípios que possuem áreas naturais grandes ou incentivam a conservação de parques e reservas privadas — conta ela.
    O ICMS Ecológico foi desenvolvido primeiramente no Paraná em 1991 e já está presente em diversos estados brasileiros atualmente, como o Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. São repassados cerca de R$ 600 milhões ao ano para os municípios que adotam Unidades de Conservação ou outras medidas ambientais.
    — Para esse recurso chegar às mãos de um proprietário privado, é necessário que exista uma legislação estadual e municipal também, promovendo o repasse àqueles que conservam propriedades privadas. Geralmente, eles repassam para Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN). Então, um proprietário agrícola só receberia esse recurso diretamente se ele possuísse uma RPPN.  Além disso, esse ICMS acaba sendo utilizado pelas prefeituras para melhorar a infra-estrutura dos municípios, virando uma fonte de renda — afirma a coordenadora.
    Portal ICMS Ecológico
    Em parceria com a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a ONG TNC lançou, em 2009, o portal http://www.icmsecologico.org.br/, que acaba de ser atualizado e expandido para todo o território nacional. O site visa divulgar a situação do ICMS Ecológico em cada estado brasileiro, possibilitando ao público acompanhar como o seu estado está trabalhando essa questão. Também são apresentados os municípios que têm se destacado na utilização consciente do recurso
    De acordo com Giovana, o objetivo do portal é incentivar que a legislação sobre o ICMS Ecológico seja implementada em outros estados, além dos que já a possuem, seja melhorada nos estados em que ela já existe. Além disso, é esperado que os municípios conheçam as vantagens em receber esses recursos e investir na gestão ambiental e na conservação de áreas nativas.
    — Nós disponibilizamos no site toda a legislação dos estados onde ela existe, apontamos os estados que não a possuem e em que pé está essa discussão em cada um deles, colocamos diversos artigos e publicações sobre o tema, exemplos de casos de sucesso de municípios que estão destinando recursos para ações ambientais e sociais, além de estatísticas de quanto de recurso é destinado para cada estado — explica.
    Por, Kamila Pitombeira

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Laranjal do Jari! Muita Chuva?

    
    
           Com o segundo sementre de 2011, chega também a redução da precipitação no estado do Amapá. No município de Laranjal do Jari, a maior intensidade de chuva ocorre entre os meses janeiro e junho. Concordo que, dentro de uma visão estadual, esse quantitativo é relevante. No âmbito nacional, o também município amapaense calçoene, foi identificado como o mais chuvoso do Brasil com uma precipitação média anual de 4.165 mm. Em termos comparativos, o total de chuva observado em Calçoene, chega a ser, em média, três vezes maior que a registrada na cidade de São Paulo.
           Esses números são impressionantes quando comentado por um paraibano residente na região Norte, até porque, em Monteiro-PB, a precipitação varia entre 500 e 800 mm/ano. Entretanto, após visita ao site do Engenheiro Agrônomo Mário de Carvalho Fontes Neto (http://www.agfag.wordpress.com/), constatei particularidades climatológicas em alguns lugares do mundo.
            Na ilha de La Réunion, localizada no Oceano Índico, foi registrado o recorde mundial de precipitação em 24 horas entre 15 e 16 de março de 1952, chovendo 1.869,9 mm.
            Já na Índia, mais especificamente em Cherrapunjee, foram verificados dois recordes mundiais no Guiness. Em julho de 1861, foi observado a maior precipitação mensal (9.300 mm). Entre Agosto 1860 e Julho de 1861, choveu 22.887 milímetros.
         


    terça-feira, 12 de julho de 2011

    Professores e Alunos do GEPMA-IFAP realizam experimento* na ETA Laranjal do Jari


    *Resumo a ser submetido ao VI CONNEPI

    Raimundo de Moura Rolim Neto1; Hanna Patrícia Bezerra2; Lia Sabrina da Silva Cândido3; Lindsay Lopes Lima3; Rafael Pinto da Silva3; Elaine da Silva Fonseca3; Allana Fonseca de Souza; Geisiane Conceição de Souza3

    1Prof. do Instituto Federal do Amapá, Campus Laranjal do Jari, Especialista em Avaliação de Impactos Ambientais
    2Profa. do Instituto Federal do Amapá, Campus Laranjal do Jari, Mestranda em Ensino de Ciências
    3Aluno do Curso Técnico em Meio Ambiente do IFAP 

               A água representa um insumo fundamental à vida no planeta, configurando elemento insubstituível em diversas atividades humanas, além de manter o equilíbrio do meio ambiente (Setti, 2001). Do Total de água existente no planeta, 97% são provenientes dos oceanos e 3% de água doce, sendo que desses 3%, 2% encontram-se nas geleiras, 0,7% em lençóis subterrâneos e apenas 0,3% em corpos d’águas superficiais (Rebolças, 2006). Considerando, então, a importância e distribuição da água na terra, é fundamental que haja o seu gerenciamento sustentável, assegurando-lhes os seus aspectos quantitativos e qualitativos.
                O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à disponibilidade hídrica, porém, a sua distribuição geográfica é desuniforme. Segundo dados da Agencia Nacional de Águas (ANA, 2007), a vazão média anual dos rios em território brasileiro é de 179 mil m³/s, correspondendo a aproximadamente 12% da disponibilidade mundial de recursos hídricos (1,5 milhão de m³/s).
           O município de Laranjal do Jari, Estado do Amapá, encontra-se inserido na região hidrográfica Amazônica, banhado pelo rio Jari, apresenta maior parte dos seus habitantes ocupando a área urbana, entretanto, essa população vive às margens do rio Jari em condições inadequadas de infra-estrutura, sem serviço de saneamento básico, como ocorre em toda cidade, e com uma coleta de lixo precária. Esse fato, portanto, faz com que os dejetos dessa comunidade sejam despejados diretamente no rio, do qual se faz a retirada da água bruta para utilização nos domicílios do município.
               A água retirada do rio Jari é tratada na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Laranjal do Jari, que é administrada pelo Governo do Estado, através da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA). Apesar de apresentar infra-estrutura moderna e equipamentos de alta qualidade (características observadas em visita técnica), a ETA de Laranjal do Jari encontra-se em situação de abandono, comprometendo, assim, a qualidade da água consumida pela população.
               O presente trabalho objetivou avaliar a qualidade da água bruta e tratada da Estação de Tratamento de Água de Laranjal do Jari.
                Foram escolhidos dois pontos: PT 01 na calha parshal (local onde é realizada a medição da vazão de água bruta), assim como onde é adicionado Sulfato de Alumínio, reagente utilizado para purificar a água (Agente Coagulante) e PT 02, na saída do reservatório de água tratada. 
              Nos dois pontos foram coletadas quatro amostras: três para análises de pH (indica o gral de acidez, basicidade ou neutralidade de alguma substância) Turbidez (indica a presença de sólidos suspensos nos corpos d’água) e Cor Aparente e uma para análise de Coliformes Fecais e E.coli (indicador de contaminação fecal), além disso, também analisou-se o Alumínio da amostra do PT 02. As amostras destinadas para análise microbiológica e de alumínio foram coletadas com frasco de vidro previamente esterilizadas, armazenadas em isopor com gelo e encaminhadas para o laboratório ANIQUIM, no município de Santana, AP, por meio de transporte aéreo. 
              As demais amostras foram coletadas com garrafas de polietileno, armazenadas em isopor com gelo e encaminhadas por meio de transporte terrestre e fluvial para o laboratório de análise de água da ETA de Monte Dourado Estado do Pará.  O tempo entre as coletas e as análises não ultrapassaram 24 h. Apenas o Valor de pH da água tratada estava fora dos padrões de potabilidade da Portaria do Ministério da Saúde 518/04, os demais parâmetros analisados estavam em acordo com a referida portaria assim como a da Resolução CONAMA 357/05.
            É importante saber que não dá para avaliar a qualidade das águas apenas com uma campanha de coleta. O monitoramento periódico reduz a variabilidade dos dados analisados e o emprego de métodos estatísticos para avaliar os valores proporciona uma maior confiabilidade dos dados. Portanto, os resultados obtidos constata uma falha no tratamento (água ácida, decorrente provavelmente pela falta, ou má efetuação da etapa de correção de pH), o que acarreta danos gastro intestinais, o que serve para alerta os administradores da ETA Laranjal do Jari, quanto a necessidade de monitorar a variação da qualidade das águas da ETA ao longo do tempo, evitando assim possíveis inconvenientes, jurídicos, técnicos e de saúde pública.

    Outras imagens do local do trabalho:



    domingo, 10 de julho de 2011

    Telhados Brancos, benefícios obscuros

          
         O Projeto de Lei 615/2009 da Câmara Municipal de São Paulo (SP), também conhecido como “Lei dos Telhados Brancos”, é um caso típico de uma iniciativa legislativa equivocada e de benefícios obscuros. De fato, a sua implementação não proporcionará qualquer vantagem para a sociedade em geral, apenas ônus para a quase totalidade dela – e lucros e receitas questionáveis para uns poucos.
         O projeto, aprovado em primeira votação em dezembro último, determina que os telhados e coberturas das edificações do município sejam pintados de branco, em um prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após a sua aprovação definitiva pela Prefeitura. Seu autor, o vereador Antonio Goulart (PMDB), o justifica afirmando que, como resultados do aumento da reflexão da luz solar pela cor branca, haverá: 1) uma redução nos gastos com energia para o resfriamento dos imóveis; e 2) a potencial diminuição do efeito das “ilhas de calor” no perímetro urbano. Como motivação geral da iniciativa, baseada em outras semelhantes adotadas em algumas cidades no exterior, alega-se o combate ao “aquecimento global” supostamente causado pelas atividades humanas.
         O problema principal é que tais justificativas não têm qualquer base científica, e a forma como o projeto foi discutido e aprovado em primeira instância, sem uma ampla discussão envolvendo a comunidade científica e técnica, que poderia aportar subsídios relevantes a ela, denota a forma superficial com que as questões ambientais têm sido apresentadas à sociedade em geral, criando um contexto em que poucos questionam as reais motivações de tais medidas.
         É sabido que a cor branca tem uma capacidade de reflexão da luz solar maior que as demais. Este é o único fato científico correto na argumentação do projeto de lei; contudo, está longe de sustentá-lo. Vejamos.
          Primeiro, os telhados constituem apenas uma fração reduzida das construções. Em uma cidade altamente verticalizada como São Paulo, as superfícies combinadas de todas as paredes externas, muros, calçadas etc. superam em muito as áreas dos telhados. Como o Sol “passeia” pelo céu durante todo o dia, todas essas superfícies são atingidas pelos seus raios, em ângulos que variam com as horas do dia e as estações do ano; desta maneira, todas elas permanecem durante todo o período de insolação transformando as ondas curtas da luz do Sol em ondas longas que geram calor. Apenas este fato elementar já seria suficiente para inviabilizar a proposta, se ela tivesse sido cientificamente orientada.
           Segundo, em uma cidade com níveis de particulados elevados como São Paulo, a deposição de fuligem, detritos escuros, fumaça, além de uma gama de agentes naturais como restos de folhas, insetos, etc., tende a escurecer rapidamente as superfícies brancas. Por conseguinte, os telhados exigiriam limpeza constante, com consideráveis custos para os proprietários dos imóveis. Ademais, as inclinações e a fragilidade de muitos telhados, que não suportariam o peso de pessoas, implicariam em consideráveis riscos para os eventuais limpadores. Além dos possíveis problemas gerados por acidentes de trabalho, teríamos altos custos para a população mais pobre, que muitas vezes sequer pode se dar ao luxo de fazer o acabamento em suas habitações.
            Terceiro, estudos feitos pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP demonstram que as tintas comuns são suscetíveis à colonização de fungos (mofo ou bolor). Por isso, caso elas sejam aplicadas diretamente nos telhados, sem a remoção prévia dos fungos neles existentes, os telhados poderão se transformar em ambientes bastante propícios ao crescimento acelerado dos fungos, o que contribuirá ainda mais para acelerar o seu escurecimento.
            Quarto, no tocante ao balanço de radiação capaz de influenciar as temperaturas atmosféricas, a medida seria insignificante. Nas cidades, o albedo – a proporção entre a radiação refletida e a recebida – é significativamente baixo, em torno de 20%, índice semelhante ao de uma floresta; isto quer dizer que as cidades refletem cerca de 20% da radiação recebida do Sol (o albedo de São Paulo é estimado em 22%). A causa deste albedo semelhante ao florestal não se deve às características dos materiais de construção, mas à forma da área urbana – ou seja, trata-se de um problema de geometria, e não das cores das construções. Por isso, mesmo pintando toda a cidade de branco, o efeito seria irrelevante. Ademais, em 1987, o geógrafo canadense Timothy R. Oke, ao fazer um inventário do albedo de diversas superfícies naturais e artificiais, verificou que as superfícies pintadas com tinta branca apresentavam uma grande faixa de variabilidade, entre 50-90%. Acrescente-se a isto o fato de que aumentar a reflexão das ondas curtas não impede que boa parte da energia seja transferida para os materiais e, consequentemente, para dentro das habitações.
          Quinto, em relação à precipitação, a cidade está situada em uma interface entre a zona tropical e as latitudes médias, com grande contribuição dos fluxos de massa do oceano Atlântico. Justamente durante o verão, temos maior cobertura de nuvens do tipo Cumulus, que bloqueiam a radiação incidente do Sol com grande eficiência. A equipe do meteorologista Amauri Pereira de Oliveira, da USP, mediu rotineiramente a radiação solar em São Paulo, entre 1994 e 2001, verificando que apenas 10% deste período correspondeu de fato a dias de céu claro. Além disto, os valores de precipitação são extremos nesta estação. Com isto, a lixiviação sobre os telhados ocasionaria um outro tipo de poluição, causado pelos produtos químicos utilizados nas pinturas, que seria levada para as águas pluviais, com o desfazer das mesmas.
          Em suma, diante desses fatos, pode-se concluir que os únicos beneficiários de uma lei tão esdrúxula seriam os fabricantes de tintas e, eventualmente, a Prefeitura, caso decidissem aplicar multas aos proprietários que não pintassem seus telhados no prazo estabelecido ou, posteriormente, deixassem de manter devidamente limpos os seus telhados.
           Por isso, a população de São Paulo precisa estar atenta e se mobilizar para impedir a sua aprovação – inclusive, para evitar que iniciativas semelhantes sejam adotadas em outras cidades e estados do País.

    Ricardo Augusto Felicio
    Prof. Dr. Climatologista
    USP – FFLCH – DG
    Extraído de: www.agfag.wordpress.com

    sábado, 9 de julho de 2011

    Sustentabilidade

     Economia verde cresce no mundo



     Com a popularidade cada vez mais crescente no país, práticas e ações voltadas para a conservação do meio ambiente têm sido adotadas por diversos produtores rurais, que procuram adequar suas lavouras, seja para o sequestro de carbono ou economia de água. A Identificação e Criação de Oportunidades Para o Produtor Rural é um dos temas do Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 30 de junho, em Uberlândia, Minas Gerais. Segundo Ederson Zanetti, doutor em Mudanças Climáticas Globais e Serviços Ecossistêmicos e Consultor do Instituto Ação Verde da Aprosoja, o conceito de economia verde tem crescido em todo o mundo.
    — A economia verde pretende chamar atenção para a responsabilidade das cadeias produtivas em relação ao compromisso ambiental e social. Quando observamos as propriedades rurais brasileiras em comparação ao restante do mundo nesse aspecto, vemos que o produtor rural no país tem várias vantagens competitivas para participar desse mercado, seja com suas áreas de reserva legal ou áreas de preservação permanente, que passam a ser fundamentais para melhorar a qualidade produtiva das cadeias do agronegócio nacional — afirma o doutor.
    De acordo com ele, o tema tem sido muito desenvolvido fora do Brasil. Em território nacional, já começam a haver iniciativas através da avaliação do balanço de impactos ambientais e sociais das cadeias produtivas. No caso da produção de soja brasileira, ocorre um impacto causado pelos maquinários, principalmente no aspecto da emissão de carbono. Mas, diferente do que acontece em outros países do mundo, Zanetti diz que o produtor já conta com uma área de reserva legal para fazer um contrabalanço dessa emissão.
    — O Instituto Ação Verde tem identificado oportunidades, tanto em relação ao sequestro de carbono, como em relação à água. Para criar essas oportunidades, o produtor deve realizar seu balanço de emissões entre o que é produzido em termo de emissão de carbono com a sua atividade anual e deduzir disso o estoque que da sua propriedade rural — explica.
    Zanetti afirma ainda que o produtor precisa estar adequado à legislação. Ele conta que, na prática, o Instituto Ação Verde tem feito parcerias com o Ministério Público e organizações ambientais locais no sentido de elaborar projetos de adequação ambiental nas propriedades rurais, sempre buscando o enfoque na avaliação dos ativos ambientais.
    — Existe uma proposta de legislação do Senado Federal que trata desse tema, criando uma política nacional de bens e serviços ambientais e ecossistêmicos, voltada exatamente para que o produtor rural possa avaliar e registrar o ativo ambiental que possui nas propriedades rurais para que isso possa vir a ser comercializado — fala.
                                                                Por Kamila Pitombeira

    quinta-feira, 23 de junho de 2011

    Pagar para preservar: chave do desmatamento zero

    Além de tecnologias que aumentem a produtividade por hectare, dar incentivos ao produtor pode ser uma eficiente saída para reduzir problemas ambientais 



    Os impactos ambientais têm sido tema de diversos encontros e fóruns mundiais. É preciso estimular a conscientização e adotar medidas que diminuam esses impactos. Um dos problemas enfrentados pelo país no que diz respeito ao meio rural é o desmatamento. Para diminuir esse problema, diversas ações podem ser tomadas. “Desmatamento zero: como lucrar” é um dos temas do Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 30 de junho, em Uberlândia, Minas Gerais. Segundo John Landers, agrônomo e diretor honorário da Associação Plantio Direto do Cerrado (APDC), para diminuir o índice de desmatamento no país, é preciso implementar produtividade em áreas desmatadas.
    — Existem várias tecnologias para a intensificação do uso da terra. Mas o mais eficaz, em termos de clima e da redução de gases estufa, são as tecnologias recentes de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O segundo capta muito mais carbono do solo, mas a ILP também capta bastante. Existem sistemas que captam mais de 2 toneladas de carbono por hectare ao ano. Esse sequestro de carbono pode contribuir para o cumprimento das metas do Brasil para Kyoto — afirma o diretor.
    De acordo com ele, o investimento em tecnologias capazes de reduzir o impacto ambiental pode ser caro, mas tudo depende do retorno para o homem do campo. Para isso, existe também o fornecimento de crédito que ainda não está saindo muito bem quando o assunto é a ILP.
    — A renovação de pastagens, por exemplo, é a chave para reduzir a pressão da pecuária sobre a Floresta Amazônica. Temos que absorver o crescimento da pecuária dentro das pastagens atuais, que são bastante degradadas. Hoje, tem-se uma média menor que 1,0 UA/ha (UA corresponde à unidade animal e é igual a 450Kg), enquanto que poderíamos triplicar ou mais essa lotação — diz.
    Para Landers, o problema não reside em apresentar tecnologias aos pecuaristas para renovação e manejo de pastagens renovadas. Ele sugere uma doação de fosfato para quem planta lavouras em áreas de pastagem degradada ou comum. Assim, ele conta que seria possível aumentar a carga animal e, ao mesmo tempo, sequestrar carbono.
    — Nos últimos anos, desde a inserção do plantio direto, os agricultores têm contribuído com o valor de US$2,2 bilhões anuais em redução de impactos ambientais e não recebem um tostão por isso. Além disso, não recebem pela obrigação de manter áreas de reserva nas suas fazendas. Isso não é uma imposição dos demais países concorrentes em produção de soja. Portanto, o mundo não reconhece essa grande contribuição do produtor brasileiro para a preservação da vegetação nativa — fala.

    Pagar para preservar

    Para que as medidas de preservação sejam eficazes, o agrônomo explica que seria necessário realizar uma transferência de valores em termos de pagamentos de serviços ambientais do consumidor para o produtor rural. Ele afirma que, se essa medida tivesse sido implantada há cinco anos, não teríamos tido todo um debate sobre o código florestal brasileiro. Mas, de acordo com ele, o público ainda não aceita o princípio de pagar para preservar.
    — Além da contribuição em redução dos impactos por parte dos produtores, o custo médio dos alimentos tem reduzido por 1,2% ao ano. Isso também é uma contribuição do produtor rural para o bem estar da nação, o que também não é reconhecido. Portanto, o problema do produtor é que o mercado é mais eficiente do que ele. Qualquer ganho que ele tenha em produtividade, o mercado toma em pouco tempo através da redução de preços — conta.
    Para chegar ao fim do desmatamento, o Brasil ainda precisa passar por algumas barreiras. Segundo Landers, em primeiro lugar, a ilegalidade e a falta de governança na Região Amazônica prejudica muito a imagem brasileira perante as outras nações.
    — Temos que entender que toda região de fronteira no mundo sofreu um período inicial de falta da lei. Isso não é novidade, mas está acontecendo na Amazônia e está criando manchetes nos jornais, o que é usado para denegrir a imagem geral do produtor rural brasileiro. Isso é injusto, pois o público só quer taxar o agricultor de vilão e não quer ver que ele é a chave do desmatamento zero. Realmente, precisamos mudar a imagem do produtor brasileiro. Ele precisa ser visto como aliado número um da conservação. Ele precisa ser tratado com “cenoura” e não com “chicote”. A partir daí, podemos ir para a frente — conclui.

    Kamila Pitombeira (Portal Dia de Campo)

    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    segunda-feira, 20 de junho de 2011

    Leira estática recebe mais cargas de resíduos

    Sistema de compostagem não necessita de revolvimento, tem baixo custo de implantação e pode receber detritos a cada dois dias 


    Capaz de receber cargas de resíduos a cada dois ou três dias, diferentemente de outros sistemas de compostagem, a leira estática, de formato perpendicular, conta com baixo custo, baixa necessidade de revolvimento e menor necessidade de uso de maquinário. Segundo Caio Teves, pesquisador da Embrapa Solos, para o processo ocorrer sem problemas, como mau cheiro ou proliferação de moscas, algumas regras precisam ser seguidas.
    — Uma delas é a largura, pois a leira não pode ser muito larga. Além disso, como principal delas, a leira deve ser bastante porosa, ou seja, com bastante material estruturante, como poda de árvores picada, grama e outros materiais vegetais para compor com restos de alimentos e esterco — orienta o pesquisador.
    Existem ainda outros detalhes. De acordo com ele, a leira deve ser construída com a parte lateral reta, quase perpendicular ao solo, o que facilita a aeração passiva. Isso porque o processo de compostagem é aeróbico, portanto, precisa que o ar circule dentro da leira sem grandes impedimentos. Por ter o formato perpendicular, ela permite que o produtor coloque sempre novas cargas de resíduos.
    — Existem vários métodos de compostagem. O mais comum deles é o chamado método de revolvimento. Nesse sistema, os revolvimentos são frequentes e acontecem uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias. Mas esse é um método que tem algumas restrições em termos de eficiência. Quando os resíduos incluem restos de comida, o revolvimento não é muito indicado porque, quando o material está decompondo, o melhor é não mexer na leira devido ao mau cheiro que isso pode causar. Por outro lado, é um bom método se lidar apenas com materiais de poda e resíduos agrícolas — afirma Teves.
    O método de leira estática com aeração forçada é aquele no qual o produtor pode fazer a leira com dimensões maiores. Esse método conta com aeradores elétricos injetando ar dentro dessa leira. Existe um outro método, mais sofisticado segundo o pesquisador, que é o biorreator fechado. Esse sistema necessita de mais tecnologia e permite maior controle, além de tem um custo maior de implantação e de controle.
    — Os benefícios ao usar a leira estática são muitos. Esse processo tem baixo custo, menos revolvimento, menor necessidade de uso de maquinário e disponibilidade de receber cargas de resíduos a cada dois ou três dias — conta.
    Já em relação aos cuidados de manejo, Teves ressalta que o principal deles é prestar atenção à porosidade da leira. O produtor, para ele, deve se preocupar com a estrutura da leira e usar materiais de decomposição um pouco mais lenta misturados aos materiais de decomposição um pouco mais rápida.
    — A gente tem conseguido tratar restos de alimentos, resíduos de animais e, em alguns casos, até carcaças de animais. Então, esse é um método que se adapta a vários tipos de resíduos em várias situações. É um método semi-artesanal que não exige equipamentos especiais, ou seja, quaisquer ferramentas normais de uma propriedade agrícola poderão ser usadas nessa compostagem — explica.
                                      
                                                                                                  Kalima Pitombeira (Portal Dia do Campo)

    quinta-feira, 16 de junho de 2011

    Enquanto isso...

    1/4 DE SÉCULO DO ACIDENTE DE CHERNOBYL

    Após 25 anos (26 de abril de 2011), Chernobyl ainda é perigo para meio ambiente

    Estudo mostra que plantas, animais e comunidade ainda estão a décadas de se recuperarem totalmente do desastre em usina nuclear da Ucrânia

    Figura 1. Precipitação radioativa de Césio 137 depois de Chernobyl


    Use esta matéria como suporte para solucionar alguma dúvida sobre a enquete veiculada a respeito do uso de energia nuclear

    A precipitação radioativa de Chernobyl permanece como um perigo para o meio ambiente, mas quase não há pesquisas sobre o tema, um quarto de século depois do desastre, afirmaram especialistas. De acordo com estudos, animais como castores, veados, cavalos selvagens, gaviões e águias retornaram para a zona de isolamento de 30 quilômetros em Chernobyl desde que os humanos fugiram e a caça tornou-se ilegal.
    Mas esse cenário é enganoso, afirma o professor de biologia da Universidade de Carolina do Sul, Tim Mousseau, um dos poucos cientistas a testar a biodiversidade em torno de Chernobyl com profundidade. "Chernobyl definitivamente não é o paraíso para a vida selvagem", disse em entrevista por telefone. "Quando você realmente faz o trabalho duro, de conduzir um estudo científico, onde você rigorosamente analisa todas as variáveis, e faz isso várias vezes em muitos lugares diferentes, o sinal é muito forte."

    Há menos animais e menos tipos de animais que o esperado. Em 2010, Mousseau e seus colegas publicaram o maior censo da vida selvagem na região de exclusão de Chernobyl. O levantamento mostrou que o número de mamíferos caiu, assim como a diversidade de insetos, incluindo marimbondos, gafanhotos, borboletas e libélulas. Em um estudo publicado em fevereiro deste ano, foram registrados 550 pássaros, de 48 espécies e de oito locais diferentes, que tiveram seus cérebros medidos.

    Redução do cérebro - Aves que viviam em locais de alta radiação tinham cérebros 5% menores que aqueles que viviam em lugares onde a radiação era menor - e a diferença era grande entre aves com menos de um ano. Cérebro menor está ligado a uma habilidade cognitiva menor e, portanto, uma capacidade de sobrevivência menor. O estudo sugere que muitos embriões de aves provavelmente não sobreviveram. "Isso claramente está ligado ao nível de contaminação", disse Mousseau. "Houve necessariamente consequências para todo o ecossistema." Mousseau declarou ser importante estudar a ligação do desastre com os danos ambientais, mas, segundo ele, os recursos destinados à pesquisa dos impactos de Chernobyl são baixos e muitos estudos em russo nunca são traduzidos para o inglês.

    Desuniforme - Poeira e cinzas radioativas espalharam-se por mais de 200.000 quilômetros quadrados depois que o reator número 4 de Chernobyl explodiu em 26 de abril de 1986. Ucrânia, Belarus e Rússia foram os países mais afetados, apesar de alguns vestígios terem alcançado o norte da Escócia e o oeste da Irlanda, exigindo em alguns lugares restrições de longo prazo na criação de gado.

    Mas a contaminação, mesmo na zona de exclusão, não é uniforme. Algumas áreas estão limpas. Mas alguns metros adiante, podem ser encontradas área de alta contaminação - determinadas pelos ventos e pela chuva, que depositam as partículas, ou pelas folhas que as seguram. Atualmente, as principais ameaças são o césio 137 e em menor grau o estrôncio 90, que decaiu lentamente em uma escala medida em décadas, de acordo com o Instituto de Proteção Radiológica e Segurança Nuclear (IRSN) francês.

    Contaminação - A radioatividade caiu nos últimos 25 anos, mas as regiões mais críticas têm contaminação em até 20 centímetros abaixo do solo. Elas representam uma fonte pequena, mas constante, de exposição.

    As partículas radioativas passam do solo para as plantas por meio das raízes, e para os animais por meio da vegetação que eles comem e, para os humanos, por meio da carne e do leite. Absorvido pelos ossos e órgãos, o césio emite a radiação alpha, que danifica o DNA, aumentando o risco de células mutantes que se tornam tumores - ou, em células reprodutivas, são levadas à progênie.

    O oeste e sudeste da Ucrânia não foram afetados pelo desastre de Chernobyl, e nas grandes fazendas e fábricas de alimentos do país não há risco por conta da fiscalização, afirmam cientistas. Mas a radioatividade ainda afeta zonas rurais do nordeste da Ucrânia, onde fazendeiros pobres colhem cogumelos e grãos e não podem pagar por feno limpo de regiões não contaminadas para suas vacas.

    Décadas - Valery Kashparov, diretor do Instituto Ucraniano de Radiologia Agrícola, afirma que o governo promoveu em 2008 cortes nos fundos destinados ao monitoramento da radiação. Em torno de 600.000 dólares são necessários anualmente para garantir que a comida não esteja contaminada. "A contaminação está decaindo, mas levará décadas para a natureza levá-la a níveis seguros", acrescentou.

    Em uma pesquisa apresentada em Kiev neste mês, cientistas do Greenpeace compraram comida em duas regiões administrativas, Zhytomyr e Rivne. Os testes encontraram césio 137 acima do permitido em muitas amostras de leite, cogumelos secos e grãos. Os níveis estavam extremamente altos em Rivne, onde o tipo de solo transmite partículas radioativas mais facilmente para plantas.
                                                                                                                  (Com Agência France-Presse)

    sexta-feira, 10 de junho de 2011

    Charge do DIA!!!


    Resíduo e Arte

                Realizei uma viagem no mês de Abril ao Estado da Paraíba, para ministrar uma palestra sobre uso de resíduos na agricultura, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba. Antes de retornar ao Amapá, desloquei-me com minha esposa para Fortaleza-CE e, ao passar por Mossoró-RN, deparei-me com fantásticas obras de arte ao ar livre, tendo como matéria prima, diversos resíduos. Parafraseando Lakatos e Marconi (1995) - o saber é coletivo - divulgo no blog do GEPMA essa monumental forma de reaproveitar materiais e, ao mesmo tempo, tornar o ambiente mais harmônico.





    quarta-feira, 8 de junho de 2011